quinta-feira, 17 de maio de 2018

Diário # 13 - Parques infantis


Finalmente o Sol veio para ficar uns dias :)

Agora haverão melhores dias para levar as crianças ao parque, que tanto adoram. A pensar nisso, e dado que foram criados novos parques no Porto e reabilitados outros, desde o Verão passado que andamos com as miúdas de parque em parque para os conhecer a todos. Há alguns que gosto mas outros que nem por isso, e depois há aqueles que até são giros mas...

Antigamente as nossas mães levavam-nos ao parque e sentavam-se tranquilas a fazer tricot ou a conversar umas com as outras, agora não consigo simplesmente sentar-me e deixá-las andar à vontade. Mesmo nos parques para crianças com mais de 2 anos, não vejo aquela segurança que via há duas décadas atrás.

Nos nossos dias, alguns parques parecem autênticas esculturas contorcidas de ferro... outros parecem locais de treinos olímpicos... em vez de parques infantis... Além disso, agora a nova moda é deixar um dos lados dos escorregas sem vedação, completamente aberto sobre o vazio e meio metro à frente do vazio, um ferro para as crianças descerem à bombeiro!? Não é seguro. O chão não é feito de algodão, e mesmo que seja uma queda de 2 metros podem magoar-se a sério. Não sei porque inventam, as crianças só querem brincar, não importa se o escorrega é azul ou amarelo, não importa a estética ou a arquitectura daquilo, só importa chegar lá e escorregar. Para as crianças aventureiras e curiosas podem fazer coisas giras mas seguras, agora em todos os parques onde vou com elas e o todo dos escorregas tem um dos lados sem nada, eu detesto, detesto porque não fico descansada, ainda por cima elas são duas e os meus olhos viram ambos para o mesmo lado, não é possível ver as duas ao mesmo tempo ao milésimo de segundo.

Gosto muito do parque de Espinho, junto ao Centro Multimeios, tem escorrega para mais pequeninos e para maiores, tem vedação e portãozinho que fecha, é seguro. Acho que de todos os que tenho visto foi o que gostei mais para a minha filha mais pequena, porque a maior não tem medo de nada. Tem bancos de jardim à volta da vedação para os pais.

Também gosto muito do parque de Matosinhos, tem uma vedação a toda a volta, foi reabilitado, tem coisas novas e é colorido, mas o escorrega tem a lateral aberta no topo sobre o vazio e qualquer criança pode empurrar outra na correria ali em cima ou desiquilibrar-se e cai dali abaixo directa no chão...

Há também um nas praias de Gaia, está bastante maior agora, tem um escorrega cheio de coisas para mais pequeninos e um para maiores, tem muitas diversões diferentes e vista para o mar, maresia e bancos para os pais.

Torna-se difícil encontrar um que preencha os requisitos, a segurança e a adequação à idade dos nossos filhos, porque é óbvio que se os nossos filhos têm 2 ou 3 anos e vamos a um parque cheio de apetrechos radicais, cordas, tronquinhos para saltar, e a criança não consegue fazer nada daquilo vai ficar frustrada e aborrecida em vez de se divertir.

No outro dia fomos a Paços de Ferreira e descobrimos totalmente por acaso um parque infantil novo, muito interessante, não vi ao pormenor mas era enorme, com escorregas para os mais pequenos e outros para os maiores, tudo enquadrado num enorme parque da cidade muito amplo e verde, com um belo acréscimo mais abaixo, umas mesas de pedra para piqueniques. O Parque da Cidade aqui no Porto falha nisso, tem tudo menos um parque infantil.

Mas, felizmente, aqui no Porto há realmente muitos agora, cerca de 30, o que é fantástico, porque quando nasceu a minha filha mais velha eu fartei-me de dar voltas no Porto à procura de um parque. Há uma enorme escolha, mas poucos que possam dar aquela tranquilidade aos pais enquanto as suas crianças brincam, principalmente se tiverem mais que um filho e pelo menos um deles for pequenino.

Os que gosto aqui no Porto:

Prelada - Fica num sítio sossegado entre prédios. Com vedação. É um parque bastante normal, tem dois escorregas, muito giro e bem protegido. Cavalinhos como no nosso tempo :)

Calém - mesmo na foz, o chão é areia, que elas adoram, a mais pequena só anda no baloiço e no escorrega porque o resto ainda não consegue e enerva-se a tentar, e o único contra, a meu ver, é que no último "degrau" do escorrega deveria haver algo a proteger as crianças caso falhem o pé ao subir, porque a altura desse último tronco ao cimo é enorme para eles, até para a minha filha mais velha. Ou colocarem mais um degrau ali. Não tem vedação.

Parque de São Roque - Um barco escorrega colorido sem muitas complicações, mas as subidas não são para os mais pequenino, de resto é um sítio agradável, bonito e para as crianças mais velhas vale a pena.

Cervantes - Tem um escorrega muito bom para as crianças muito pequeninas, é vedado, tem mesas e cadeiras mas o resto não é para crianças pequenas...


Podem vê-los a todos aqui:


terça-feira, 8 de maio de 2018

Cuscus com Vegetais




1/2 cebola picadinha
Alguns pézinhos de brócolos cortados ao meio ou quartos
1 curgete descascada e fatiada finamente em quartos
1/2 beringela fatiada em quartos
1/4 pimento vermelho cortado em pedaços pequenos
Sementes de abóbora secas
Cuscus
Azeite

Numa tigela colocar um fundo de cuscus (ele aumenta sempre para o dobro ou mais do tamanho). Adicionar sal qb e água fervente até cobrir os cuscus. Tapar a tigela.

Entretanto, num tachinho com água, muito pouco sal cozer os brócolos durante 5 minutos.

Ao mesmo tempo que cozem os brócolos, numa frigideira anti-aderente ou wok, colocar um fio de azeite, a cebola e deixar alourar, juntar a curgete, a beringela e saltear um pouco, adicionar o pimento e deixar grelhar um pouco tudo.

Destapar os cuscus e juntar na frigideira com os vegetais, misturar bem e servir no prato. Decorar com sementes de abóbora e um fiozinho de azeite. À volta colocar os brócolos.

Delicioso!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Momentos Merecidos

 




Uma das coisas que me faz feliz é poder, pelo menos de vez em quando, relaxar num longo e tranquilo banho de espuma. Ficar ali deitada, a ouvir uma música de fundo, a ler um livro, a sonhar, ou, simplesmente, sem fazer nada, sem ter que pensar em nada.

Este, deveria ser, um dos momentos obrigatórios e merecidos de qualquer mãe.


segunda-feira, 12 de março de 2018

Sumo #9 Laranja, Morango e Banana


Aproveitar uma manhã solarenga de inverno para receber alguma vitamina D, ler um livro e saborear um sumo simples mas cheio de vitaminas.

Ingredientes:
1 laranja
1 banana
5 morangos

quinta-feira, 8 de março de 2018

Diário # 12 - Super-Mulheres


Ser Mãe e trabalhar não é fácil, seja fora ou a partir de casa. Já não é pouco cuidar da casa e dos filhos, mas se acrescentarmos a isso trabalho, há que lhes dar ainda mais mérito e valor.

SER MÃE e trabalhar fora de casa é difícil, chegar a casa cansada e ainda ter 1001 tarefas para fazer, filhos para alimentar, amar, cuidar, dar-lhes atenção e conseguir fazer tudo o que precisa ser feito, sabendo que o tempo não estica...

SER MÃE e trabalhar em casa também é difícil. Em casa não há um incentivo de grupo, temos que estar sempre motivadas e com energia e é tão difícil ignorar e não misturar os trabalhos domésticos. Depois há aquelas piadas (que não têm piada nenhuma) de pessoas que acham que uma MÃE que trabalha em casa tem que se esforçar menos, que pode deitar-se no sofá simplesmente a qualquer hora, mas enganam-se, uma MÃE não descansa... Não chega a casa às 17h ou às 19h e não se senta no sofá a fazer zapping e a relaxar um bocado... SER "MÃE OBREIRA", é trabalhar com o coração, para que tudo esteja sempre bem, senão perfeito, até às 22h ou 23h (num dia normal) às vezes mais... Às vezes depois de noites sem dormir, e de manhã já estamos a pé a tratar das crianças, da casa e a preparar para trabalhar...

Mas dentro ou fora de casa, trabalhamos, delineamos metas, cumprimos objectivos, corremos, às vezes de criança ao colo, cuidamos da casa, cuidamos dos animais, cuidamos da família, e, às vezes, ainda fazemos trabalho solidário. Temos que nos dividir, multiplicar, pode ser exaustivo emocionalmente mas há momentos muito recompensadores para nós próprias. Sentirmo-nos úteis, independentes, empreendedoras, prestáveis, percebermos tudo o que conseguimos alcançar, torna-se muito gratificante.

As MÃES, que se dividem e multiplicam, para conseguirem trabalhar (seja onde for), cuidar da casa e dos filhos (e às vezes dos companheiros), estas Mães, são SUPER-MULHERES.

Por mais vezes que a vida nos possa desanimar, devemos recordar sempre porque traçamos os nossos objectivos, relembrar tudo o que conseguimos com a nossa persistência e esforço, ACREDITAR E SENTIR ORGULHO em nós próprias e nunca, mas NUNCA, DESISTIR.

Feliz dia da Super-Mulher! :D

quarta-feira, 7 de março de 2018

Diário # 11 - Descanso Sagrado





Sempre dei muita importância ao descanso das minhas filhas. Na minha opinião sopa e descanso são fundamentais para as crianças, e todos nós. Considerando tudo o que vemos à nossa volta há que ser consciente, principalmente com e pelos nossos filhos que vieram para um mundo onde, crescentemente, se tem que fazer mais em menos tempo, aliando o stress ao que se come, que por mais puro que pareça, é quase sempre processado ou alterado genética ou quimicamente. Daí que sinto que tenho que fazer tudo pelas minhas filhas, mesmo que isso implique que possa ser “menos bom para a mãe”.

Talvez eu seja demasiado rigorosa com o sono delas, mas as crianças de hoje não são as crianças de ontem, hoje são mais energéticas, activas, ansiosas, e vivem num mundo muito mais agitado e exigente. Por isso, o sono e as sestas são uma espécie de carga para continuarem concentradas e interessadas em descobrir, aprender e melhorar a memória. Além disso não há melhor para a saúde delas do que o descanso, e para os pais também claro :) Mas, enquanto a criança dorme, o corpo produz hormonas e anticorpos, regula o metabolismo, sintetiza proteínas, renova as células e liberta 90% da hormona de crescimento. Ou seja, enquanto dormem as horas necessárias, as crianças reforçam o sistema imunológico, crescem e desenvolvem-se de forma saudável. Por isso, mesmo depois dos dois anos até pelo menos aos 4/5 anos, uma hora e meia de sesta, pelo menos, depois do almoço, continua a ser tão importante.

Além disso ajuda muito às mães para carregarem a bateria quando se sentem exaustas. O que é muito importante em caso de anemia, cansaço, etc. Uma mãe precisa de descansar também para cuidar dos filhos.

Uma pequena história pessoal:

Há dezassete anos atrás, a minha mãe foi diagnosticada com cancro da mama, o médico disse-lhe com estas palavras: “Tem os dias contados”. Quando ouvi aquilo, eu tinha 22 anos, o meu mundo colapsou, o desespero, a impotência que eu sentia eram inexplicáveis. A minha mãe sofria em silêncio, o meu pai sofria em silêncio, eu, muitas horas, me escondi no carro a chorar aterrorizada, para a minha mãe não sofrer mais por me ver sofrer. Uns meses depois de ser operada, fazer radio e quimio o médico disse que tinham conseguido remover as ramificações, disse-lhe ainda que se estivesse bem dali a 4 anos que a considerava curada, porque a probabilidade de tudo voltar era enorme. A minha mãe lutou pela vida e durante 4 anos ela contou os 1460 dias, um a um, na esperança de ouvir que estava curada do cancro da mama. Esta experiência foi traumática para todos nós, não há nada pior no mundo do que perder um filho ou uma mãe, eu vivi 1 ano de desespero e medo de a perder e 4 anos de medo, confusão e esperança. Desde a operação, durante esses 4 anos e, até hoje, a minha mãe fez sempre o que o médico lhe recomendou como sendo o mais importante para todos: SOPA e DESCANSO todos os dias. 

Talvez por isto eu seja tão rigorosa. As experiências moldam-nos. Por isso, desde que nasceram até hoje, as minhas filhas sempre dormiram a sesta depois do almoço. Em 5 anos posso contar apenas com os dedos das minhas mãos, as vezes que não o fizeram e a forma agitada como ficaram depois. É verdade que fiquei privada de sair muitas tardes, praticamente todas durante estes 5 anos para elas dormirem tranquilas. Não dormem a sesta em mais lado nenhum, claro, são crianças, o mundo é um mistério para descobrir. Nunca fui capaz de ir passear com elas pequenas até ao shopping e deixá-las dormir no carrinho, com as luzes dos shoppings, o ar condicionado e a estrutura óssea delas, em fase de desenvolvimento, toda torta no carrinho. Nunca o fiz, sempre dormiram na caminha delas e as poucas vezes que não o fizeram, foram as vezes que fomos de viagem ou passeio com elas e acabaram por adormecer no carro, nas cadeiras com a almofadinha do pescoço, mas essas sestas quase não contam porque acordam facilmente e não é um sono descansado… Todos os dias se deitam às 21h e acordam às 8h, às vezes mais cedo. Por isso, no total, dormem quase 13h por dia como é recomendado.

Quando foram para o quarto delas a primeira vez:

A mais velha foi para o quarto dela dormir com 3 semanas, os nossos quartos têm as portas encostadas e, além disso, tinha uma webcam para a poder ver sempre na minha cama, muitas noites adormeci de óculos na cara a olhar para ela no ecrã do intercomunicador a dormir. Porque quando são pequenos tudo nos assusta, um soluço, um espirro, um balbúcio, é mesmo assim. Talvez ela tenha ido muito cedo para o quarto dela, mas o meu marido trabalhava até muito tarde no nosso quarto, fazendo sempre pequenos barulhos, computador, papéis, impressora e a luz na secretária dele, pelo que achamos melhor para ela, para que tivesse um sono mais descansado e silencioso de noite, o que foi bom porque tornou-a mais independente a adormecer. A mais nova já foi para o quarto dela aos três meses, porque como ía dormir no mesmo quarto que a irmã, que tinha ainda 2 anos, achamos que seria melhor assim, para não acordar a mais velha de noite. Foi a melhor solução. Aos 3 meses mamava à meia-noite e depois dormia 6 a 7 horas seguidas e, nessa altura, levamos o berço dela para ao pé da irmã.

Rotinas para o soninho:

As horas de dormir nunca variaram muito. Para eles perceberem devemos manter as horas sempre certas com uma variação curta de meia hora se for necessário. Nada de tv ou ecrãs com luz, ginástica, loucuras na hora de ir dormir ou tentarem adormecer no sofá.

Não os adormecer ao colo, não os abanar no colo, nem dar palmadinhas, nem deixá-los dormir em baloiços de bebé. Se se habituarem desde logo a dormir na cama deles, não vão querer outra coisa depois. Eu sei que é difícil porque sabe tão bem tê-los no colo a dormir, adormecê-los no colo, eu também gostava de o ter feito mas depois pode acontecer que ficam dependentes disso e há situações de mães que têm que adormecer os filhos ao colo já com 3 anos de idade, por isso, e até pela coluna dos bebés devemos pô-los nas caminhas deles.

De noite dormem sem luz nenhuma e no máximo silêncio possível e de dia deixo um terço da persiana aberta para entrar a luz natural do dia e com os sons naturais do dia.

Ao deitá-las diziamos boa noite, beijinhos, miminhos e cantava baixinho aquela música “Boa noite, Vitinho” do Paulo de Carvalho, ainda hoje me pedem :) Tomara que houvessem músicas de boa noite assim agora… Depois saíamos do quarto e encostávamos a porta.

Se chorassem deixávamos chorar sempre, pelo menos, 10 segundos antes de lá irmos e dizia com firmeza mas carinhosamente “Está na hora de dormir”, um beijinho e saía. Se voltassem a chorar aumentava o tempo de demora, tipo 20 segundos, 30 segundos, e fazia sempre o mesmo e foram-se habituando em poucos dias.

Agora é igual, uma tem 3 anos a outra 5, quando chega a hora de ir dormir queixam-se que não querem mas eu digo que tem que ser e elas vão, cubro-as, dou beijinho e digo até já se for na sesta e saio, fecho a porta e elas dormem tranquilas. Às vezes demoram porque se põem a cantar e a falar, mas depois de 2 vezes a dizer “Hora de dormir”, elas viram-se e dormem, até porque nota-se que querem dormir.

A mais pequena, entre os 7 e os 9 meses, mais ou menos, passou uma fase em que lutava contra o sono, ela queria descobrir o mundo e lutava para não adormecer, era engraçado, mas com os mesmo hábitos ela acabou por perceber que tinha que dormir.

Horas e horários

Este foi um dos assuntos que mais me deu dúvidas quando tive a minha primeira filha. A insegurança de não as alimentar bem de noite, de bolsarem de noite, de não saber se choravam por fome ou cólicas. Felizmente tudo correu bem. Claro que cada mãe ajusta à sua vida, mas mais ou menos, será assim:

1º mês:

Elas basicamente dormiam :) Acordavam de 3 em 3 horas para mamar, brincava um pouco com elas e uma hora depois já estavam a dormir.

Dos 2 aos 3 meses:

Mas depois do 1º mês elas já não acordavam a meio da noite para mamar e o pediatra disse que não as acordasse, se estivessem tranquilas, então se desse de mamar à meia-noite depois só dava de novo às 7h por exemplo.

Dos 4 aos 6 meses:

Depois dos 4 meses elas dormiam das 20h às 8h da manhã mais ou menos (12 horas) com uma paragem à meia-noite para lhes dar o leite e mudar a fralda, sem as despertar. Depois, de dia, dormiam 3 sestas de 1h cada. Uma de manhã e duas à tarde (uma depois do almoço, a outra por volta das 17h).

Dos 9 aos 24 meses:

Dormiam das 21h às 8h da manhã mais ou menos (11 horas) com uma paragem para lhes dar o leite e mudar a fralda por volta da meia-noite, sem as despertar. Duas sestas de dia, das 10h às 11h e das 13.30 às 15.30.

NOTA: Eu mantive este hábito de beberem leite à noite até aos 2 anos, mas há quem não o faça. Quando fizeram 2 anos e 3 ou 4 meses deixei de lhes dar o leite de noite e passaram a dormir das 21h às 8h seguidas, até porque muitos defendem que para algumas crianças o leite é pesado, pode dar pesadelos e sono menos descansado, para além dos açúcares que fazem mal aos dentinhos se não forem escovados depois disso e para lhes dar o leite sem as despertar não podia lavar-lhes os dentes a dormir.

Dos 2 aos 5 anos:

Dormiam das 21h às 8h da manhã mais ou menos (11 horas). A sesta da manhã foi eliminada e passaram a dormir apenas a sesta da tarde depois do almoço. Das 13.30 às 15.30 mais ou menos.

NOTA: Aos 5 anos há crianças que já não sentem necessidade da sesta. Contudo, se forem crianças muito activas e se notarem que a meio da tarde começam a ficar irritadas e impacientes, é porque precisam deste pequeno momento de descanço depois do almoço. Em breve entram no 1º Ciclo e deixarão mesmo de o poder fazer. Por isso em vez de pensarmos que têm que se adaptar a deixar de dormir a sesta, penso que devemos pensar antes em deixá-los brincar tudo e descansar tudo, sempre que podem e sempre que precisem, enquanto ainda o podem fazer.

As minhas filhas habituaram-se desde cedo a dormirem no quarto delas, sem distrações, luzes, músicas ambientes, sem estimulações. Neste momento, deitam-se quando chega a hora de dormir, às vezes tentam dar-me a volta e atrasar a dormida uns minutos, mas sabem que não vai valer a pena, porque o descanso é essencial e “tem que ser”. Assim que se deitam, mal saio do quarto e encosto a porta, elas sossegam imediatamente e adormecem muito rapidamente.

Opinião como Mãe e Professora:

Ao longo destes anos tenho visto algumas coisas boas, menos boas e más, como é óbvio. Mas falando apenas acerca deste assunto do descanso. Tive muitos alunos entre os 6 e os 7 anos que, durante o recreio discutiam entre eles assuntos de novelas ou reality shows como se fossem adultos a falar de assuntos importantes. Como eu não vejo novelas nem reality shows não fazia ideia os horários dos mesmos. Um dia perguntei aos miúdos que programas eles viam, e aí fiquei a saber os nomes, as personagens, as histórias e os horáros. Estes programas que eles viam, davam às 23h e à meia-noite. Crianças que tinham que acordar às 7h para irem APRENDER. Crianças que necessitavam de estar despertas, activas e concentradas para receberem a informação e a compreenderem. No início das aulas, alguns pais destas mesmas crianças, falaram comigo para me informar que os filhos tinham dislexia ou hiperactividade e precisavam de um apoio mais individual, um deles tomava inclusivé medicação para andar mais calmo de forma a estar atento. Depois das primeiras semanas e meses com eles, consegui perceber que a dislexia e a hiperactividade não passavam de falta de descanso, que os tornava agitadas e desconcentradas, tornando a compreensão e a aprendizagem muito mais difícil para esses. Por isso, venho pedir, como mãe e professora, não se esqueçam, desligar os ecrãs um ou duas horas antes de ir dormir, isto inclui quaisquer tipo de consolas de jogos no quarto à noite, alguns jogam sem os pais saberem…. Desligar tudo de preferência antes do jantar, deixá-los jantar tranquilos em família e depois preparar para dormir. Estar na cama às 21h para uma criança que acorde às 7h ou às 8h é ESSENCIAL!

terça-feira, 6 de março de 2018

Diário # 10 - É importante deixá-los desarrumar o quarto



É verdade que pode ser muito cansativo, mas é importante que as deixemos desarrumar. Quando são muito pequenos não adianta dizer, arruma este se vais brincar com aquele, ainda não entendem, podemos ajudá-los a arrumar ou simplesmente arrumamos nós, para eles irem assimilando. Conforme vão crescendo, com 2 anos já sabem o que significa arrumar e devemos incentivá-los a isso.

Se o quarto fica arrumado depois de brincarem, eles saberão que isso é o certo a fazer e será mais fácil terem essa vontade de o ter arrumado quando forem maiores.

Entre os 3 anos e os 5 anos, já podem estar sozinhos no quarto a brincar, desde que estejam as tomadas e as janelas bem protegidas, as minhas brincam no quarto muitas vezes sozinhas mas eu, como qualquer mãe, estou sempre com as "antenas levantadas" a ouvir o que se passa e sempre a 2 metros de distância delas noutra divisão ao lado com todas as portas abertas. Porque é importante incutir-lhes autonomia, se não estivermos em cima deles, eles sentem-se mais responsáveis por eles próprios o que ajuda a estimular a autoconfiança. Então de vez em quando, faz bem deixá-los explorar o quarto deles sozinhos, tirar os brinquedos e os jogos das gavetas, misturar brincadeiras e jogar ao faz de conta.

Depois quando se cansam de brincar, nunca demora muito tempo nestas idades, aí temos sim que pedir que arrumem tudo nos seus lugares e não de qualquer maneira, cada brinquedo na caixa respectiva e vão ver como eles sabem sempre onde são as coisas. Devemos estar com eles neste momento, ajudá-los e orientá-los. Assim percebem que tudo deve ser organizado para quando quiserem brincar outra vez saberem onde têm as coisas. Além de que uma casa limpa e arrumada traz equilíbrio, harmonia e paz de espírito à alma ;)

segunda-feira, 5 de março de 2018

Pintar com as pontas dos Dedos

Há muitas coisas divertidas que podemos fazer com eles em casa.
Em média, uma actividade tem que ser curta porque uma criança pequena "cansa-se" depressa.Conforme aumenta a idade da criança, aumenta a capacidade de concentração e de atenção e podemos aumentar a duração das actividades.

Usar os dedos como carimbos para criar, estimula as capacidades cognitivas e a motricidade fina da criança, além disso criar livremente permite deixá-los expressar o que sentem através da arte.

Idades: Dos 3 aos 5 anos

Duração: 30 minutos

Material:
Batas
Almofadas de carimbos com tinta lavável e não alérgica
Duas folhas de papel cartolina ou de pintura
2 Marcadores finosde cores escuras
Toalhitas
(Opção: Cola e pequenos botões de várias cores)

É simples. A criança só tem que carregar com a ponta do dedo indicador numa almofada de carimbo de cor à escolha e depois carimbar na folha de forma a criar animais, flores, complementando com o risco do marcador os pormenores que dão a vida às personagens. Uma toalhita ao lado da criança para limpar o indicador cada vez que mudar de cor e ela vai acabar por fazê-lo sozinha.
Dá um resultado muito bonito e uma boa recordação das impressões dos dedinhos para verem quando crescerem :)




sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Cotovelos com Cenoura e Curgete


Esta receita dá para todos em casa e é super rápida e saborosa.
Os mais pequenos adoram porque é massa e a massa é sempre divertida de comer.
Além disso tem cenoura e curgete que combinam na perfeição e a tornam mais rica.

Ingredientes:
2 mãos de massa cotovelos pequenos
1 colher de sopa de azeite
1/2 cebola
1 cenoura
1 curgete

Lavar bem a cenoura e a curgete. Descascar ambas e raspar fininho com um raspador.
Colocar um fio de azeite num tacho, juntar meia cebola picadinha, a cenoura raspada e a curgete raspada. Deixar soltar os sucos. Adicionar os cotovelos, misturar e adicionar um pouco de água a ferver até cobrir a massa. Uma pitada de sal e deixar cozer no mínimo, ligeiramente destapada, até ficar al dente.

Servir!




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Sumo # 8 de Beterraba


Um sumo simples e cheio de coisas importantes!

Uma maçã, uma pêra para adoçar e meia beterraba bem lavada e descascada.

Beterraba:
É rica em betacaroteno, ferro, ácido fólico, betacianina, clorofila, potássio, fibras, folato, vitamina B e C. Tem propriedades anti-inflamatórias e diuréticas. É indicada para combater e evitar anemia, doenças cardíacas, determinados tipos de cancro, colesterol sérico, leucemia, defeito do tubo neural em crianças, doenças causadas por tóxicos e poluição.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Quiche Colorida


Hoje decidi fazer uma quiche de vegetais, para aproveitar uma massa folhada que tinha no frigorífico.

Ingredientes:

1 massa folhada
1 cebola
¼ Pimento vermelho e verde
2 colheres de sopa de milho
6 pezinhos de brócolos
½ curgete
1 cenoura
(Opcional: 3 ovos de galinhas criadas ao ar livre)
100gr natas de soja
1 tomate
Ervas de provence
Oregãos
Sal qb
Requeijão vegan

Muito simples, alourar a cebola em azeite, adicionar os pimentos, depois o milho, depois os brócolos e por fim a curgete cortada em quartos sem sementes. Sal qb. Deixar ganhar cor e misturar os sabores e desligar o fogão.
Estender a massa folhada numa tarteira, colocar os vegetais cozinhados dentro da massa folhada, ralar cenoura e colocar por cima. Cobrir com as natas (opcional: e os ovos batidos com as natas). Cortar um tomate em círculos e dispôr por cima. Polvilhar com oregãos e levar ao forno por 20 minutos a 160ºC. Retirar e decorar com requeijão, ervas a gosto e um fio de azeite.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Diário # 9 - Cozinha - Campo de Batalha




A cozinha é muitas vezes o campo de batalha duma mulher :)

Cá em casa as coisas às vezes são complicadas, mas não são impossíveis!

Eu não quero comer carne e o meu marido não quer comer legumes. Sim, é verdade! Para muitas pessoas isto parece algo de outro mundo, mas não é. Somos todos diferentes e temos que nos respeitar uns aos outros sem tentarmos mudar os outros para nosso próprio bem. Além das nossas preferências alimentares totalmente diferentes, as miúdas também têm gostos diferentes, ainda são muito "selectivas", mas já comem muitos vegetais que não aceitavam anteriormente, como é normal, com calma chegamos lá, não é preciso forçar, de qualquer forma, comem sopa sempre antes da comida, em todas as refeições (isso é obrigatório). Por todas estas razões, MUITAS VEZES, tenho que fazer adaptações, fazendo uma comida de base e depois as restantes variações, e às vezes, faço três ou quatro comidas diferentes. É obra mas não é impossível ;) Isto transforma muitas vezes a MINHA cozinha, numa espécie de Campo de Batalha, mesmo SÓ COMIGO lá dentro :D

Não deixem por isso de fazer o que gostam porque os outros não gostam, adaptem, ajustem mas não mudem quem são, nunca. Porque, não é impossível ;)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Pizza para Crianças

Fazer pizzas com as miúdas pode ser bastante divertido e uma forma de conhecerem os alimentos, e distinguirem o que faz bem e o que não faz assim tão bem :) Mas acima de tudo é divertido!


Ingredientes:

Mini bases de pizza
Tomate esmagado ou polpa
Queijo ralado
Curgete
Ervilhas 
Tomate
Brócolos

Pré-aquecer o forno. Retirar o tabuleiro do forno ainda frio, colocar papel vegetal e dispor as bases. Descascar 1/3 de curgete e retirar o miolo por dentro com uma faca para fazer uma espécie de tubo, já sem o miolo, fatiar para termos "círculos" e 2 pedacinhos de curgete rectangulares. Cortamos uma fatia de tomate, dividimos a fatia ao meio e retiramos as sementes. Retiramos o pézinho do brócolo e separamos um pouco em pedacinhos.

Damos um pincel de cozinha às crianças para colocarem o molho de tomate, um pouco de queijo ralado para distribuírem e as ervilhas para fazerem os olhos. Os círculos de curgete para fazerem os óculos e o rectângulo para fazerem o nariz (uma ervilha também serve). Os semicírculos de tomate para fazerem o sorriso e, por fim, os pedacinhos de brócolos para fazerem o cabelo.

Colocamos 10 minutos no forno a 150ºC com calor circulante e prontinho! :D